QUANDO NOS DEIXAMOS DE VER UNS AOS OUTROS
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O MUNDO É A NOSSA CASA
Quando deixamos de nos ver uns aos outros o mundo desaba no vazio do nada. Não há verdade, não há liberdade, não há compaixão, não há humanidade. O sentir fica enterrado dentro de nós e cortamos-lhe as raízes. O amor esvai-se no abismo. Olhamos e não vemos nada para além de sombras. Transformamo-nos no reflexo de um mundo construído à nossa desmedida, onde as coisas ganham protagonismo e nos governam. Ter ultrapassa o Ser. No entanto, a ironia, é que esta perseguição constante nunca chega a preencher o vazio das nossas vidas. É uma corrida inútil contra nós mesmos, onde a insatisfação é quem ganha.
É urgente olhar o outro, tal como nos vemos a nós, sem mais e sem menos. Contemplar o significado das pequenas grandes coisas. As que realmente importam.
Esquecemo-nos que somos filhos de quem já há muito andou por este e por outros lados, num mundo que não é assim tão grande e faz de nós pequenos nas nossas pequenices. Não somos filhos de um só lugar. No nosso sangue estão inscritas viagens e aventuras longínquas de outros tempos que o nosso ADN gravou na nossa pele, para que possamos saber a verdade e honrar os nossos antepassados.
Quando o medo nos tolhe o pensamento e só vemos o que queremos, tomando por verdades as nossas e as mentiras dos outros, esquecemo-nos da humanidade. Esquecemo-nos do que nos une e faz de nós mais em vez de menos. Esquecemo-nos que fazer do mundo um lugar melhor só depende de nós, e que exclusão é o contrário de inclusão. Fazer o bem faz-nos bem.
Quando é que nos esquecemos do que realmente importa? Quando deixamos de ver a verdade?
O coração não se ensina. O coração sabe sempre onde mora a verdade, onde mora o Amor. No silêncio, podemos escutá-lo. Sem pressa, ele diz-nos sempre qual o caminho a seguir. Sem desculpas e sem rodeios.
O verdadeiro poder não reside na vontade de subjugar os outros à nossa. O verdadeiro poder reside em olharmos uns pelos outros. Por nós, pelos nossos e por todos nós.



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